ARCOlisboa, uma década de compromisso com a cidade e a arte contemporânea
A feira celebra a sua 9.ª edição, de 28 a 31 de maio, na Cordoaria Nacional, com 86 galerias de 19 países, e marcando 10 anos de presença em Lisboa.
A ARCOlisboa, Feira Internacional de Arte Contemporânea, a decorrer de 28 a 31 de maio e organizada pela IFEMA MADRID e pela Câmara Municipal de Lisboa, celebra com esta edição dez anos de presença e compromisso com a cidade. Esta 9ª edição -face ao interregno imposto pela pandemia entre 2020 e 2021-, marcará assim um ano de importante comemoração do evento que colocou Lisboa definitivamente no roteiro internacional da arte contemporânea, voltando a transformar a capital portuguesa num dos principais polos artísticos e culturais da Europa, bem como num ponto de encontro para colecionadores, galeristas, artistas e profissionais de todo o mundo.
A estreita colaboração entre a IFEMA MADRID e a Câmara Municipal de Lisboa tem permitido que a ARCOlisboa avance com passo firme, consolidando a sua identidade e relevância no calendário artístico. Disso são prova as 86 galerias de 19 países presentes, com uma destacada participação portuguesa, que soma 30 galerias – 35% do total de participantes –, a par de uma sólida presença internacional, com 56 galerias.
O Programa Geral, composto por 63 galerias selecionadas pelo Comité Organizador, constitui o núcleo central da feira. A este junta-se a secção Opening Lisboa, comissariada por Sofia Lanusse e Diogo Pinto, com Sofia Montanha como assistente curatorial, a qual reúne 17 galerias impulsionadoras de novas linguagens e espaços artísticos. Como novidade desta edição, apresenta-se o projeto Arquipélago de Histórias da Arte, dirigido por Cosmin Costinas, que investiga linhagens e saberes herdados presentes na criação contemporânea, contando com a participação de 6 galerias.
Programa artístico
O eixo principal da feira, o Programa Geral, cresce nesta edição com a participação pela primeira vez de galerias como Marcelo Guarnieri, Aninat ou AA Gallery. Do mesmo modo, outras regressam após algumas edições, como Juan Silió ou CarrerasMugica, enquanto outras, como Salgadeiras, Ackerman Clarke e Río & Meñaka, passam a integrar a secção geral depois de terem participado na Opening Lisboa no ano passado. Estas juntam-se à continuidade de 3+1 Arte Contemporânea, Kubikgallery, Cristina Guerra Contemporary Art, Francisco Fino, Pedro Cera, Vera Cortês, bem como Ehrhardt Flórez, Each Modern, Leandro Navarro, Sabrina Amrani, Zeller Van Almsick ou Consonni Radziszewski, entre outras.
Uma vez mais, os projetos SOLO do Programa Geral apresentarão, em profundidade, a obra de artistas internacionais. Entre eles, Susana Rocha – ATM –, Gloria Martín Montaño – Galería Silvestre –, Vanessa da Silva – Duarte Sequeira –, Christian Lagata – Artnueve –, Catarina Real – Ángeles Baños –, Sandra Mar – Rosa Santos –, Francisco Correia – Nave –, Virgilio – José de la Mano – e Carsten Fock – Zeller Van Almsick.
Por seu lado, a secção Opening Lisboa prossegue a explorar novas linguagens e espaços artísticos, com o objetivo de apresentar conteúdos inéditos. Através deste programa, será possível descobrir as propostas de galerias que regressam à feira como Chilli, Dialogue e Enhorabuena Espacio, ou de Heliconia Projects, Plato, Remota, Salón Silicón e Vision Art Platform, as quais participam pela primeira vez.
Os conteúdos artísticos desta edição completam-se com o novo projeto Arquipélago de Histórias da Arte, que reúne artistas que pensam e trabalham a partir de práticas herdadas, assim questionando a forma como o conhecimento é transmitido; é o caso de Irene Chou – Galerie du Monde –, Gabriel Chaile – NVS –, Nadia Taquary – Portas Vilaseca – e Tsherin Sherpa – Rossi & Rossi.
Organizada pela EGEAC, a exposição antológica de Jorge Martins, artista nascido em 1940 e no activo, ocupará o piso térreo do Torreão Nascente da Cordoaria Nacional. O Torreão Poente apresentará TRÊS. As coleções da Fundação EDP, uma mostra que assinala os 10 anos do MAAT e da sua dedicação à criação artística.
Por outro lado, a ArtsLibris volta a marcar presença este ano na ARCOlisboa com cerca de trinta expositores nacionais e internacionais instalados no Torreão Nascente da Cordoaria, com acesso livre ao público. Também neste espaço as revistas de arte contemporânea terão um lugar de destaque.
Como é habitual, a feira acolherá diferentes iniciativas de reconhecimento da criação artística, por meio da atribuição de vários prémios, como o Prémio Fundação Millennium bcp para o Melhor Stand e o Prémio Opening Lisboa.
A ARCOlisboa voltará também a apresentar as Millennium Art Talks, com o apoio da Fundação Millennium e da EGEAC, através de conversas sobre colecionismo, mecenato, os conteúdos das secções comissariadas da feira, entre outros temas. O programa contará com sessões organizadas pela DGArtes e pela WAAU, entre outras.
O espaço do auditório Fórum ficará situado no Torreão Nascente da Cordoaria Nacional, acolhendo igualmente apresentações e debates em torno de publicações de artistas, fotolivros, autoedição e publicações digitais, através do programa ArtsLibris Speakers’ Corner.
Os visitantes terão a oportunidade de viver este encontro singular com a arte contemporânea entre sexta-feira, 29 de maio, e domingo, 31 de maio. Com o objetivo de alargar o acesso a um maior número de pessoas, a entrada será gratuita para jovens até aos 25 anos, nos dias 29 e 30 de maio, entre as 17h00 e as 21h00.
Nesta edição, a ARCOlisboa contará com um novo lounge concebido pela Lisbon Design Week, situado na entrada principal da Cordoaria, pensado como área de descanso e ponto de encontro para visitantes, galeristas e profissionais.
Exposições em Lisboa
Lisboa associa-se a este encontro com a arte contemporânea por ocasião da realização de ARCOlisboa e, em conjunto com as principais instituições artísticas locais, será palco de um programa cultural paralelo à feira, dirigido a convidados nacionais e internacionais, que inclui inaugurações e visitas a exposições e coleções privadas, entre outros eventos.
Os principais museus da cidade apresentam exposições de grande interesse, como o Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia (MAAT), o Centro de Arte Moderna Gulbenkian (CAM), o Museu Nacional de Arte Contemporânea (MNAC), o Museu de Arte Contemporânea do Centro Cultural de Belém (MAC/CCB), o Museu de Arte Contemporânea Armando Martins (MACAM) e a Coleção de Arte Contemporânea do Estado (CACE), bem como diferentes instituições que consolidam Lisboa como um destino incontornável no circuito artístico internacional, entre as quais se destacam as galerias da EGEAC.
A ARCOlisboa é coorganizada pela IFEMA MADRID e pela Câmara Municipal de Lisboa, com coordenação local da produtora Café Pessoa – Cultural Strategies, e conta com o apoio do Ministério da Cultura, da DGARTES, do Turismo de Portugal, I.P., do Turismo de Lisboa e da Direção-Geral da Autoridade Marítima, o mecenato da Fundação EDP e o patrocínio da Fundação Millennium BCP, Fundação Vasco Vieira de Almeida, MEXTO Property Investment, WAAU (World African Artists United), Bellissimo Cafés / Marca Grupo Nabeiro, Artworks, Ruinart, Valor Pneu, Herdade Aldeia de Cima, Quinta Nova, Taboadella, Dazzle, ME Lisbon by Meliá, El Corte Inglés e Viúva Lamego.