ARCOlisboa 2026 encerra com balanço positivo e reforça a sua ligação à cena artística portuguesa
O dinamismo das vendas e a boa receção dos conteúdos artísticos em todas as suas secções marcaram a 9ª edição da ARCOlisboa, que encerra hoje as suas portas com balanço positivo
IMAGENS ARCOlisboa: aqui
A feira, coorganizada pela IFEMA MADRID e pela Câmara Municipal de Lisboa, confirma assim o compromisso dos colecionadores portugueses e internacionais com a arte contemporânea.
A ARCOlisboa, que contou mais uma vez com o apoio do Governo de Portugal, realizou a sua inauguração oficial com a presença da Ministra da Cultura, Juventude e Desporto, Margarida Balseiro Lopes, e do Presidente da Câmara Municipal de Lisboa, Carlos Moedas.
A feira estima ter ultrapassado os 15.000 visitantes, destacando-se uma significativa presença de público jovem. Esta afluência foi impulsionada pelo apoio do Ministério da Cultura, Juventude e Desporto, que promoveu o acesso gratuito a menores de 25 anos durante a sexta-feira e o sábado. Uma medida que contribuiu para aproximar a arte contemporânea das novas gerações e reforçar o compromisso da ARCOlisboa com a formação de novos públicos culturais.
A Feira Internacional de Arte Contemporânea reuniu um total de 83 galerias provenientes de 17 países, transformando novamente a capital portuguesa num dos polos artísticos e culturais mais atrativos e relevantes da Europa, bem como num ponto de encontro para colecionadores, galeristas, artistas e profissionais de todo o mundo.
Segundo Maribel López, diretora da ARCOlisboa, “a qualidade e diversidade das propostas apresentadas pelas galerias, juntamente com o envolvimento das instituições da cidade, contribuíram para gerar um contexto especialmente favorável ao colecionismo, consolidando a confiança dos profissionais e colecionadores internacionais”.
Instalada no emblemático espaço da Cordoaria Nacional, a ARCOlisboa consolidou-se como o principal encontro internacional de arte contemporânea em Portugal, desempenhando um papel fundamental na projeção internacional dos artistas portugueses junto de instituições e de mais de 150 convidados da feira – colecionadores, diretores de instituições, curadores e outros profissionais internacionais do mundo da arte.
A ARCOlisboa encerra assim com um balanço positivo. Desde o primeiro dia da feira foram confirmadas aquisições como as da Câmara Municipal de Lisboa, que adquiriu um total de 25 obras de 17 artistas.
A estas juntam-se as aquisições da Fundação ARCO que, com a assessoria de Tania Pardo, diretora do Museo Centro de Arte Dos de Mayo, e Sandra Guimarães, diretora do Museu Helga de Alvear, adquiriu obras dos artistas Susana Rocha, da Galería ATM (Gijón), e Diogo Nogueira, da Galeria Presença (Porto).
Prémios na ARCOlisboa
O número de prémios atribuídos na ARCOlisboa continua a crescer, refletindo o crescente compromisso de empresas e instituições nacionais e internacionais com a arte contemporânea e com a feira enquanto plataforma de apoio à criação artística. Através do patrocínio destes galardões, é reconhecido o trabalho das galerias, artistas e curadores participantes.
É o caso da galeria portuguesa Lehmann, vencedora do IV Prémio Fundação Millennium bcp para o Melhor Stand na ARCOlisboa, após a deliberação do júri composto por Defne Ayas, diretora do Van Abbemuseum, e Francisca Gigante, curadora.
Também pelo sétimo ano consecutivo, a ARCOlisboa entregou o Prémio Opening Lisboa, cujo júri, composto por Övül Durmuşoğlu, curadora independente, Ines Goldbach, diretora do Kunsthaus Baselland, Ana Laguna, curadora da Kunsthalle Lissabon, Catalina Lozano, curadora-chefe do Artium Museoa, e Agustina Strüngmann, diretora da Salta Art Foundation, distinguiu a galeria chilena Espacio218, com os artistas Javiera Gómez e Noël Saavedra. As galerias Remota, da Argentina, e Plato, de Portugal, receberam igualmente uma menção honrosa pela qualidade das suas propostas.
A Coleção Studiolo – Candela A. Soldevilla atribuiu o seu II Prémio de Aquisição à obra da artista Paloma de la Cruz, da galeria T20.
Também o MACAM – Museu de Arte Contemporânea Armando Martins – atribuiu, pelo segundo ano consecutivo, o Prémio de Aquisição MACAM, selecionando uma obra de Ângela Ferreira, da galeria Arte de Gema, para integrar a coleção permanente do museu.
Por sua vez, o I Prémio de Aquisição FLAD na ARCOlisboa 2026 foi atribuído à artista Catarina Dias, da galeria Jahn und Jahn, e ao artista Pedro Vaz, da Kubikgallery, reiterando assim o interesse da Fundação em acompanhar ativamente o desenvolvimento do sistema artístico nacional.
O I Prémio de Aquisição Coleção Kells foi atribuído à artista Elena Núñez Mallén, da Galeria Vangar, da secção Opening.
A Fundação Vasco Vieira de Almeida reforçou a sua coleção através da aquisição de uma obra do artista Vasco Araújo, da galeria Francisco Fino.
A ARCOlisboa é coorganizada pela IFEMA MADRID e pela Câmara Municipal de Lisboa, com coordenação local da produtora Café Pessoa – Cultural Strategies, e conta com o apoio do Ministério da Cultura, DGARTES, Turismo de Portugal I.P., Turismo de Lisboa e Direção-Geral da Marinha, o mecenato da Fundação EDP e o patrocínio da Fundação Millennium BCP, Fundação Vasco Vieira de Almeida, MEXTO Property Investment, WAAU (World African Artists United), MAC/CCB – Museu de Arte Contemporânea do Centro Cultural de Belém, Bellissimo Cafés / Marca Grupo Nabeiro, Artworks, Ruinart, ValorPneu, Herdade Aldeia de Cima, Quinta Nova, Taboadella, Dazzle, ME Lisbon by Meliá, El Corte Inglés e Viúva Lamego.
A décima edição da ARCOlisboa realizar-se-á de 27 a 30 de maio de 2027, na Cordoaria Nacional.