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ARCOlisboa consolida-se e reforça os conteúdos artísticos

A IFEMA e a Câmara Municipal de Lisboa unem-se para realizar a ARCOlisboa 2018, entre os dias 17 e 20 do próximo mês de maio.

Esta terceira edição será uma celebração da arte contemporânea portuguesa em diálogo com interessantes propostas internacionais; uma experiência única da história, arquitetura e luz da cidade. Lisboa não é uma cidade como outra qualquer e a ARCOlisboa também não é uma feira como as outras.

A descoberta de novos artistas, novos lugares e novas pessoas, é um dos principais motores da ARCO e, nesse sentido, a ARCOlisboa, irá oferecer este ano mais do que nunca, novidades a todos os públicos.

23 mar 2018

A feira estabelece os seus horários e a sua dinâmica sempre atenta à cidade e alterou as horas de abertura para se ajustar melhor aos ritmos de Lisboa. O horário de abertura ao público nos dias 17 a 19 de maio será das 14 às 21 horas e no dia 20, das 12 às 18 horas. Esta nova edição representa uma consolidação do projeto e essa confiança permite-lhe aumentar a sua oferta galerística para um total de 71 propostas de 14 países, o que representa um aumento de 22,5 por ciento.

Tal crescimento ficará refletido em novos conteúdos como os projetos individuais de artistas que, pela primeira vez, ocuparão o Torreão Poente e que apresentarão a obra de artistas portugueses e internacionais em detalhe. Entre eles, Esther Ferrer com Àngels Barcelona, José Carlos Martinat com Revólver ou Mónica de Miranda com Carlos Carvalho.

Opening, o espaço dedicado a galerias jovens, que este ano celebra a sua segunda edição, apresentará 12 projetos novamente selecionados pelo comissário João Laia. As novas galerias são tanto de Lisboa, com a presença de Balcony e Uma Lulik, como internacionais, como Rolando Anselmi (Berlim/Roma), Bombon (Barcelona) ou Copperfield (Londres).

A secção principal da ARCOlisboa mantém o seu tamanho com a presença de 51 galerias. A arquitetura conserva a estrutura central totalmente aberta ao exterior, permitindo que a luz natural invada o espaço e converta a visita numa experiência única. Juntamente com as principais galerias portuguesas que acompanharam o projeto desde o seu início, novas galerias como Krinzinger (Viena), Helga de Alvear (Madrid), Carreras Mugica (Bilbau) ou Greengrassi (Londres) apresentarão os seus projetos pela primeira vez na feira.

Outra iniciativa presente na ARCOlisboa desde a sua origem, e que este ano terá um protagonismo especial, será a de As Tables Are Shelves, a feira de editores independentes organizada por Luiza Teixeira de Freitas. A seleção de editoras especializadas em publicações de artistas e outras investigações em papel crescerá para ocupar uma das salas do Torreão Nascente. Este projeto especial é uma oportunidade única para se começar a colecionar a partir de criações em edições múltiplas, que permitem uma aproximação à arte e às ideias que movem os criadores.

A harmonização da arquitetura da feira com a do edifício que a acolhe é um dos desejos da ARCOlisboa. A Cordoaria, um dos exemplos mais notáveis da arquitetura industrial do século XVIII, ligar-se-á desta vez à arquitetura mais contemporânea do país. Em colaboração com a Trienal de Arquitetura de Lisboa, os visitantes poderão desfrutar de um novo espaço de restauração, criado por Atelier JQTS em colaboração com o artista Carlos Nogueira, e cuidadosamente pensado para o espaço da Cordoaria e para os visitantes da ARCOlisboa. A feira irá dispor também de cafés e bares abertos ao público, além de um lounge privado especial, concebido por Gracinha Viterbo.

Falar de arte e colecionismo voltará a ser um dos principais temas da feira, numa série de apresentações que terão lugar no Torreão Nascente. Por intermédio da crítica Isabel Carlos, e com o apoio da Fundação Millenium bcp, o Fórum de Colecionismo permitirá um melhor conhecimento dos motivos e das formas pelos quais se regem importantes colecionadores no seu apaixonante trabalho. Por outro lado, o Fórum de Museus irá abordar as semelhanças e diferenças entre os programas de museus portugueses e internacionais. A estreita colaboração entre a ARCOlisboa e a Fundação EDP fica novamente refletida no II Encontro de Museus da Europa e da América Latina, dirigido por Pedro Gadanho, diretor do MAAT.

A organizadora Filipa Oliveira ocupará um dos pátios da Cordoaria para uma conversa, com uma dezena de profissionais, que terá como mote Em que é que estou a trabalhar?, dando espaço a um debate sobre projetos em desenvolvimento. Será uma oportunidade para se conhecerem aqueles que atualmente são os temas de interesse e investigação dos principais comissários e diretores das instituições.

Todos os conteúdos presentes na feira, para os quais as galerias, comissários, diretores de instituições e colecionadores trabalham com tanto esforço, não fariam sentido se não encontrassem o seu eco na sociedade. Nesta terceira edição, a ARCOlisboa quer dar ênfase à dinamização de novos públicos de uma forma muito especial. Para tal, Silvia Escorcio, em colaboração com museus como o MAAT, Museu Coleção Berardo, Museu Serralves, Centro de Arte Quetzal, Museu Calouste Gulbenkian, entre outros, e com as principais escolas e universidades de arte do país, desenvolverá um programa especial para aproximar uma mais vasta audiência à arte contemporânea e à sua importância como catalisadora do pensamento do presente e da sua projeção para o futuro.

A ARCOlisboa não se limita ao espaço físico da Cordoaria. A cidade é um quadro único que não só reforça, mas também eleva a força artística do projeto da feira. Os diferentes espaços e instituições oferecem uma programação que permite aos visitantes estrangeiros entender porque é que a cena artística portuguesa se encontra num momento de tanta efervescência. As exposições individuais nas principais instituições da cidade são um exemplo da boa saúde da cena cultural portuguesa e da forma natural como os artistas nacionais dialogam com os principais criadores internacionais.

Deste modo, entre as exposições individuais encontram-se as que o MAAT dedicará a Tomás Saraceno e Miguel Palma; a Culturgest a Michael Biberstein; a Fundação Carmona e Costa a Julião Sarmento; a Kunstalle Lissabon a Sol Calero; ou o Pavilhão 31 a Jorge Molder. Outros projetos apresentarão um diálogo a muitas vozes entre artistas portugueses e internacionais; neste sentido, destaca-se a exposição PÓS-POP no Museu Calouste Gulbenkian, com a participação de Teresa Magalhães, Eduardo Batarda, Ana Vieira, António Palolo, Nikias Skapinakis, Ruy Leitão, Menez e Allen Jones.

A presença de coleções será mais um dos grandes eixos de interesse. A Câmara Municipal de Lisboa apresentará no Torreão Nascente as aquisições de 2016 e 2017, enquanto o Museu Coleção Berardo mostrará na exposição No Place Like Home, uma seleção de obras da coleção do Museu de Israel.

Lisboa volta a empenhar-se na arte contemporânea, contando com o entusiástico apoio da Câmara Municipal de Lisboa, Fundação EDP e do MAAT - Museu de Arte, Arquitetura e Tecnologia -, e do Ministério da Cultura de Portugal, além de outras instituições, centros de arte e galerias com diferentes exposições e eventos, o que propicia oportunidades de encontro com os participantes e convidados da ARCOlisboa